Sexta-feira, 9 de Março de 2007

"Protesto" em Santa Comba Dão - Populares recebem reunião «antifascista» com vivas a Salazar

Populares recebem reunião «antifascista» com vivas a Salazar
 


 
 

Centenas de populares de Santa Comba Dão receberam hoje com vivas a Salazar os membros da União de Resistentes Antifascistas, em luta contra a criação do Museu Salazar na cidade.

No exterior do salão municipal de Santa Comba Dão, onde a União de Resistentes Antifascistas está reunida para uma sessão de informação contra a criação do Museu, centenas de populares deram vivas a Salazar enquanto os promotores da iniciativa gritavam "25 de Abril sempre, fascismo nunca mais". Ao contrário do que se esperava, não foi notada na cidade a presença de quaisquer grupos ou elementos de extrema-direita, mas o seu papel foi assumido pelos populares que estavam no Largo do Balcão, no centro da cidade de Santa Comba Dão.

 

 

Por entre os protestos, uma viatura passou pelo largo e lançou dezenas de panfletos anónimos de louvor a Salazar.

Intitulados "Salazar, o obreiro e maior patriota português", os panfletos defendem que "Salazar nasceu para a vida eterna" ou que, com a sua morte, "a Nação portuguesa ficou empobrecida nos seus valores humanos".

O texto afirma ainda que "a História de Portugal, oito vezes secular, enriqueceu notavelmente durante o governo de Oliveira Salazar", figura que qualifica de "um dos mais notáveis portugueses do mundo e o maior português deste século".

O núcleo de Viseu da União de «Resistentes Antifascistas Portugueses» realiza hoje em Santa Comba Dão, uma "sessão de afirmação dos ideais anti-fascistas" contra a intenção manifestada pela Câmara Municipal de criar no Vimieiro, terra natal de Salazar, um museu do Estado Novo.

A par desta reunião, decorre também hoje, numa quinta privada em Sortelha, Sabugal, um encontro de elementos alegadamente próximos de grupos neonazis e neofascistas.

A análise desta "conjugação de eventos" hoje na região levou a GNR a reforçar em quase uma centena os seus efectivos em Santa Comba Dão, habitualmente de duas a três dezenas de militares.

Segundo o comandante das forças, coronel Nunes Figueiredo, dois pelotões e um complemento de companhia de operações especiais da Guarda Nacional Republicana (GNR) foram destacados e seguiram hoje de Lisboa para Santa Comba Dão

publicado por Observador às 23:20
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